Plano de Saúde Unimed: Como Funciona, Regras e Preços

Pontos principais

  • O plano de saúde Unimed é vendido por mais de 330 cooperativas independentes, cada uma com preço, rede e planos registrados na ANS.
  • O teto da ANS para planos individuais e familiares é de 5,11% de maio de 2026 a abril de 2027; os planos coletivos não têm teto.
  • A Lei 9.656/1998 limita a carência a 24 horas em urgência e emergência, 300 dias para parto a termo e 180 dias nos demais casos.
  • Pela regra da ANS, a faixa de 59 anos ou mais pode custar no máximo seis vezes o valor da faixa de 0 a 18 anos.
  • Antes de assinar, consulte no site da ANS o registro do plano e o IDSS da cooperativa, nota que vai de 0 a 1.
Casal à mesa da cozinha conferindo folhas de papel juntos

O plano de saúde Unimed é vendido por uma das cooperativas médicas do Sistema Unimed, e cada cooperativa tem preço, rede e planos próprios registrados na ANS. O que vale para todas são as regras da Lei 9.656/1998 e da ANS: carência, reajuste, portabilidade, prazos de atendimento e cobertura mínima.

Por isso a tabela de preço de outra cidade quase nunca serve para você. A Unimed da sua região é uma empresa, a de outro estado é outra, com rede e valores diferentes. Este guia mostra como o plano de saúde Unimed funciona, quais regras protegem o beneficiário e o que conferir antes de assinar.

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Mapa do Brasil com muitos pontos verdes ligados por linhas finas

O plano de saúde Unimed é vendido por cooperativas regionais independentes. - Fonte: Imagem gerada por IA (DALL·E / ChatGPT)

Como funciona o plano de saúde Unimed: uma marca, várias cooperativas

A Unimed não é uma empresa única. Segundo o site oficial do Sistema Unimed (consultado em 23/10/2026), são mais de 330 cooperativas com gestão administrativa, financeira e assistencial independentes, 115 mil médicos cooperados e 19,5 milhões de clientes em planos médico-hospitalares e odontológicos.

O sistema se organiza em níveis. As cooperativas singulares são formadas por médicos e atuam em um ou mais municípios. As federações reúnem singulares e também podem operar planos. A Central Nacional Unimed reúne federações e singulares e opera planos de saúde. A confederação representa a marca no país.

Na prática, isso muda a contratação do plano de saúde Unimed em três pontos:

  • Preço: cada cooperativa monta a própria tabela.
  • Rede: hospitais, laboratórios e médicos variam de uma cooperativa para outra.
  • Desempenho: cada operadora recebe a própria nota da ANS.

Um erro comum é achar a tabela de outro estado e chegar à proposta com esse número na cabeça. Não é a mesma empresa, então não é o mesmo preço.

Intercâmbio e abrangência: onde o plano atende

A área onde o plano funciona está no contrato. A Lei 9.656/1998, no art. 16, exige que o contrato indique com clareza a área geográfica de abrangência. Na consulta de planos da ANS, as opções são municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados e nacional.

O intercâmbio é o atendimento feito por outra cooperativa quando você está fora da área da Unimed que vendeu o plano. No plano de saúde Unimed, ele segue a abrangência contratada. A Unimed Guarulhos, por exemplo, informa no próprio site que, nos planos regionais, o atendimento eletivo fica restrito à área dela, e que urgência e emergência têm atendimento em nível nacional. Outras cooperativas podem ter regras próprias, então leia o seu contrato.

Quem viaja muito ou mora entre duas cidades costuma precisar de abrangência nacional. Na capital paulista, por exemplo, a Unimed Guarulhos informa que o atendimento eletivo dos contratos nacionais é feito por intercâmbio com a Central Nacional Unimed.

Antes do preço: registro do plano e nota da operadora

Todo plano vendido no Brasil, inclusive o plano de saúde Unimed, tem um número de registro na ANS. Ele identifica aquele produto específico: tipo de contratação, cobertura, abrangência e situação de venda. Na consulta de dados e planos da operadora, no site da ANS, você digita o registro e vê o que foi registrado, inclusive se a comercialização está liberada ou suspensa.

O contrato também precisa trazer, por escrito, pontos que pesam no bolso. Pelo art. 16 da Lei 9.656/1998, ele deve indicar as faixas etárias e os percentuais de reajuste de cada uma, a franquia ou a coparticipação, se houver, e a área de abrangência. Se a proposta não mostra isso, peça antes de assinar.

IDSS: a nota que a ANS dá a cada operadora

O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) faz parte do Programa de Qualificação de Operadoras da ANS, previsto na Resolução Normativa nº 505/2022. A nota vai de 0 a 1, e 1 é a melhor. Os resultados saem uma vez por ano.

O índice avalia quatro dimensões: qualidade em atenção à saúde, garantia de acesso, sustentabilidade no mercado e gestão de processos e regulação. Como cada cooperativa é uma operadora, cada uma tem a própria nota, e duas Unimeds vizinhas podem ter resultados bem diferentes. Antes de escolher um plano de saúde Unimed, consulte a nota da cooperativa no site da ANS, sem custo.

Quanto custa um plano de saúde Unimed

Não existe preço nacional. O valor depende da cooperativa, da idade de cada pessoa, do tipo de contratação, da abrangência, da acomodação e da coparticipação. Cada cooperativa publica a própria tabela, e é nela que você deve olhar, com a data e o nome do produto. Veja como se formam os valores do plano de saúde Unimed em 2026.

O que é igual para todo plano de saúde Unimed é a regra das faixas etárias. Nos planos contratados a partir de 2004, a ANS define dez faixas: 0 a 18 anos, 19 a 23, 24 a 28, 29 a 33, 34 a 38, 39 a 43, 44 a 48, 49 a 53, 54 a 58 e 59 anos ou mais.

A Resolução Normativa nº 63 da ANS determina duas travas:

  • o valor da última faixa (59 anos ou mais) não pode ser superior a seis vezes o valor da primeira (0 a 18 anos);
  • a variação acumulada entre a sétima e a décima faixas não pode ser maior que a variação acumulada entre a primeira e a sétima.

Na prática, você não compra só o preço da sua idade de hoje. Compra a tabela inteira. Quem tem 44 anos e olha só a própria linha deixa de ver o que acontece aos 59. Segundo a ANS, as regras de faixa etária são as mesmas para planos individuais e coletivos.

Enfermaria ou apartamento

A acomodação é uma das características do plano registrado. Na enfermaria, o quarto é coletivo. No apartamento, o quarto é individual. A diferença de preço varia conforme a cooperativa e o produto, então compare as duas colunas da mesma tabela.

Coparticipação: mensalidade menor, conta a cada uso

Na coparticipação, você paga uma parte de cada consulta, exame ou procedimento que usa, e a mensalidade costuma ser menor. O art. 16 da Lei 9.656/1998 exige que o contrato informe o percentual de coparticipação, a franquia ou os limites financeiros previstos. Os detalhes estão no guia de como funciona a coparticipação na Unimed.

Para quem usa pouco, pode compensar. Para quem faz tratamento contínuo, a soma pesa. Pergunte por escrito: qual é o percentual, se existe um limite mensal ou anual e em que cláusula do contrato ele está.

Individual, empresarial ou por adesão: o tipo de contrato define o reajuste

No longo prazo, o tipo de contratação pesa mais que a primeira mensalidade: ele decide quem fixa o reajuste e quais proteções valem no cancelamento.

Plano individual ou familiar

Para os planos individuais e familiares contratados a partir de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/1998, a ANS fixa um percentual máximo de reajuste por ano. Na tabela oficial da agência, o teto para o período de maio de 2026 a abril de 2027 é de 5,11%. O aumento só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato, nunca antes.

A lei também protege quem tem contrato individual. O art. 13 proíbe a suspensão ou a rescisão unilateral, salvo por fraude ou por falta de pagamento por mais de 60 dias, seguidos ou não, nos últimos 12 meses, com aviso ao consumidor até o 50º dia de atraso. Durante a internação do titular, a rescisão é proibida em qualquer hipótese.

Antes de descartar um plano de saúde Unimed individual pela mensalidade, compare a previsibilidade do reajuste. E confira na consulta da ANS se a venda do produto está liberada na sua região.

Coletivo empresarial e MEI

O plano coletivo empresarial é contratado por uma empresa para os seus empregados. Segundo a ANS, o empresário individual também pode contratar, e é por esse caminho que o MEI chega ao plano de saúde Unimed empresarial. Nos coletivos, não há teto de reajuste definido pela agência.

Nos contratos com menos de 30 beneficiários, a operadora junta todos os contratos pequenos num grupo único e aplica o mesmo percentual a todos. É o agrupamento de contratos. O índice deve ser divulgado no portal da operadora em maio e vale até abril do ano seguinte.

Com 30 ou mais beneficiários, o reajuste é negociado entre a empresa e a operadora. A operadora precisa entregar a memória de cálculo com pelo menos 30 dias de antecedência. Nesses contratos maiores, quem entra em até 30 dias da assinatura ou da vinculação à empresa fica isento de carência e de Cobertura Parcial Temporária.

Coletivo por adesão

O coletivo por adesão é contratado por entidades de caráter profissional, classista ou setorial, como conselhos, sindicatos e associações, e pode ter uma administradora de benefícios no meio. Para entrar, você precisa ter vínculo com a entidade.

O reajuste também é livre de teto da ANS. Pode haver carência, com isenção para quem entra em até 30 dias da celebração do contrato ou no aniversário dele. As proteções do art. 13 da lei contra a rescisão valem para os contratos individuais. No coletivo, as condições de cancelamento ficam no contrato, então leia essa cláusula com atenção. O passo a passo da saída está no guia sobre como cancelar o plano Unimed.

Carência, CPT e declaração de saúde no plano de saúde Unimed

Carência é o tempo entre a contratação e o direito de usar cada tipo de atendimento. A Lei 9.656/1998, no art. 12, fixa os prazos máximos para os planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999 ou adaptados:

  • 24 horas: urgência (acidente pessoal ou complicação na gestação) e emergência (risco imediato à vida ou de lesão irreparável)
  • 300 dias: parto a termo
  • 180 dias: demais situações, como consultas, exames, internações e cirurgias

São limites máximos. Segundo a ANS, a operadora pode exigir prazos menores. Nos planos contratados antes de 1999 e não adaptados, vale o que está no contrato. Os detalhes de cada prazo estão no guia das carências do plano Unimed.

Calendário e ampulheta lembram a carência do plano de saúde Unimed

A carência máxima muda conforme o tipo de atendimento. - Fonte: Imagem gerada por IA (DALL·E / ChatGPT)

Cobertura Parcial Temporária (CPT)

Doença ou lesão que você já sabe que tem ao contratar precisa ser informada na declaração de saúde. A operadora pode oferecer a Cobertura Parcial Temporária: por até 24 meses, ficam suspensos apenas os procedimentos de alta complexidade, os leitos de alta tecnologia (UTI e similares) e as cirurgias ligados àquela condição. Outra opção que a operadora pode oferecer é o agravo, um acréscimo na mensalidade em troca da cobertura total.

Não é uma carência geral. Quem declara hipertensão, por exemplo, faz consultas e exames comuns depois das carências normais.

Declaração de saúde: por que omitir sai caro

A declaração pode ser preenchida com a orientação de um médico, na chamada entrevista qualificada. Se o profissional for credenciado à operadora, a entrevista não tem custo.

Se a operadora suspeitar de doença omitida nos primeiros 24 meses, ela deve oferecer a CPT, e você tem 10 dias para responder. Se recusar ou não responder, a operadora pode abrir processo administrativo na ANS, e cabe a ela provar que você já sabia da doença. Até a ANS encerrar esse processo, a operadora não pode negar cobertura nem cancelar o contrato. Se a fraude for confirmada, a lei permite a rescisão. Declarar tudo custa, no máximo, a CPT. Omitir pode custar o plano.

Portabilidade de carências: trocar de plano sem começar do zero

A portabilidade de carências permite contratar outro plano, da mesma ou de outra operadora, sem cumprir novas carências nem nova CPT. Vale para quem quer sair de um plano de saúde Unimed ou entrar em um. As regras estão na Resolução Normativa nº 438/2018 da ANS. Os requisitos:

  • mensalidades em dia e contrato ativo;
  • plano atual contratado a partir de 1999 ou adaptado à lei;
  • prazo mínimo no plano atual: 2 anos na primeira portabilidade, 1 ano se você já chegou a ele por portabilidade, 3 anos se cumpriu CPT, ou 2 anos se o plano novo tiver coberturas que o atual não tem.

Em algumas situações, basta estar em dia: cancelamento do plano coletivo, falecimento do titular, demissão ou aposentadoria do titular, perda da condição de dependente e operadora em encerramento de atividades.

O caminho passa pelo Buscador de planos de saúde da ANS, o Guia de Planos. Ele mostra os planos compatíveis e emite o protocolo e o relatório de compatibilidade, válido por 5 dias. A operadora de destino tem até 10 dias para responder. Se não responder, o pedido é aceito. Ela também não pode exigir nova declaração de saúde.

Rede credenciada e hospitais

A tabela de preço vende, mas a rede é o que você vai usar. Segundo o site do Sistema Unimed, são mais de 30 mil hospitais, clínicas e serviços credenciados e 176 hospitais próprios. No plano de saúde Unimed, essa rede não é igual em todo lugar: cada cooperativa tem a sua, e cada produto pode ter uma rede diferente dentro da mesma cooperativa.

O teste dos cinco nomes

Antes de assinar, liste cinco nomes: o hospital onde você gostaria de ser internado, o laboratório que já usa, o clínico ou pediatra da família, um especialista que consulta com frequência e o pronto-socorro mais perto de casa. Depois, abra a busca de rede no site da cooperativa, escolha o plano exato da proposta e procure os cinco. Se vários não aparecerem, o plano pode não servir para a sua rotina.

Fachada de hospital moderno com jardim ao entardecer

Confira se o hospital está na rede do plano exato. - Fonte: Imagem gerada por IA (DALL·E / ChatGPT)

Alteração de rede: o que a lei permite

A rede pode mudar, mas com regras. Pelo art. 17 da Lei 9.656/1998, a operadora pode substituir um prestador por outro equivalente, com aviso aos consumidores com 30 dias de antecedência. No caso de hospital, a ANS também precisa ser avisada no mesmo prazo. Se a troca ocorrer durante uma internação, o hospital mantém o paciente e a operadora paga as despesas até a alta. Para reduzir a rede hospitalar, a operadora precisa de autorização da ANS.

Prazos máximos de atendimento

Depois da carência, a operadora precisa oferecer o atendimento dentro de prazos máximos, fixados na Resolução Normativa nº 566/2022 da ANS. Os principais, em dias úteis:

  • Urgência e emergência: imediato
  • Consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia): 7 dias
  • Consulta nas demais especialidades médicas: 14 dias
  • Sessão com psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional: 10 dias
  • Exames de laboratório em regime ambulatorial: 3 dias
  • Demais exames e terapias ambulatoriais: 10 dias
  • Procedimentos de alta complexidade e internação eletiva: 21 dias

O prazo vale para um dos profissionais da rede, não para um médico específico da sua preferência. Se não houver vaga na rede, entre em contato com a operadora e anote o protocolo. Segundo a ANS, ela deve indicar um profissional, mesmo fora da rede, e pagar o atendimento. Sem prestador no município, a operadora precisa oferecer o atendimento em outra cidade, inclusive com transporte ou reembolso em algumas situações.

Rol da ANS: a lista mínima e as exceções da lei

O rol de procedimentos é a lista de cobertura obrigatória definida pela ANS. A Lei 14.454/2022 incluiu no art. 10 da Lei 9.656/1998 que o rol é a "referência básica" para os planos contratados a partir de 1999 e para os adaptados.

A mesma lei prevê quando a operadora deve autorizar tratamento ou procedimento fora da lista, prescrito por médico ou dentista. Basta uma destas condições:

  • comprovação da eficácia, à luz das ciências da saúde, baseada em evidências científicas e plano terapêutico; ou
  • recomendação da Conitec ou de pelo menos um órgão de avaliação de tecnologias em saúde de renome internacional, desde que aprovada também para os nacionais daquele país.

Por isso, um pedido fora do rol depende de um relatório médico que mostre a evidência ou a recomendação. Relatório genérico de três linhas dificilmente sustenta o pedido.

Negativa de cobertura: o que fazer

Quando a cooperativa do seu plano de saúde Unimed nega um exame, uma cirurgia ou uma terapia, siga esta ordem:

  1. Peça o motivo por escrito. Faça o pedido pelo canal oficial da operadora e anote o número do protocolo.
  2. Leia o motivo. Carência, CPT, procedimento fora do rol, prestador fora da rede e falta de indicação clínica pedem respostas diferentes.
  3. Reforce o pedido. Se o motivo é o rol, peça ao médico um relatório que responda aos critérios da Lei 14.454/2022.
  4. Reclame na ANS. Pelo Disque ANS (0800 701 9656) ou pelo site, a reclamação vira uma Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). A operadora tem até 5 dias úteis para responder pedidos de cobertura e até 10 dias úteis nos demais assuntos. Segundo a ANS, oito em cada dez demandas se resolvem pela NIP.
  5. Busque orientação jurídica se nada resolver, levando a negativa, o relatório médico e o protocolo da NIP.

Desde 1º de maio de 2026 vale um novo modelo de fiscalização da ANS. Nele, parte das reclamações registradas na NIP é analisada por amostragem, conforme a Resolução Normativa nº 657/2025.

Cartão de desconto não é plano de saúde

Ofertas de plano de saúde Unimed por um valor muito abaixo do mercado pedem atenção. Segundo a cartilha da ANS de maio de 2025, cartão de desconto e cartão pré-pago não são planos de saúde: quem usa esses serviços não tem a proteção da agência, e as operadoras de plano não podem oferecer esse tipo de produto. O cartão dá desconto em consultas e exames, sem a cobertura e as regras de um plano regulado.

Antes de pagar, peça o número de registro do plano e confira no site da ANS. Se a sua dúvida é sobre um cartão desse tipo, o guia do Cartão de TODOS explica como esse serviço funciona e o que ele não cobre.

Dependentes e recém-nascido

Quem pode entrar como dependente no plano de saúde Unimed, e até que idade, é o contrato que define. Leia essa cláusula antes de incluir filhos, cônjuge ou pais.

Três regras ajudam a planejar:

  • Cada pessoa tem a própria faixa etária. O reajuste por idade segue a idade de cada beneficiário, então o valor de cada pessoa da família acompanha a faixa dela.
  • Recém-nascido tem prazo curto. Pela Lei 9.656/1998 (art. 12), nos planos com obstetrícia, o recém-nascido, filho natural ou adotivo, tem cobertura nos primeiros 30 dias após o parto. A inscrição como dependente, sem carência, é assegurada se feita em até 30 dias do nascimento ou da adoção. Os prazos do bebê, da adoção e da guarda estão no guia do plano de saúde infantil Unimed.
  • Saída do dependente tem regra própria. Quem deixa de ser dependente pode fazer a portabilidade de carências precisando só estar em dia, segundo a ANS.

Perguntas para fazer antes de assinar

Envie estas perguntas ao vendedor do plano de saúde Unimed por escrito, por e-mail ou mensagem, para guardar as respostas. Para as outras etapas, siga o passo a passo para contratar o plano.

Sobre o produto

  1. Qual é o número de registro do plano na ANS?
  2. Qual cooperativa Unimed vai atender, com razão social e CNPJ?
  3. Qual é o IDSS mais recente dessa operadora?
  4. A abrangência é municipal, estadual ou nacional? Em que cláusula está?
  5. A acomodação é enfermaria ou apartamento?

Sobre o dinheiro

  1. Pode enviar a tabela completa das dez faixas etárias?
  2. Tem coparticipação? Qual percentual, qual limite e em que cláusula?
  3. O contrato é individual, coletivo empresarial ou coletivo por adesão?
  4. Se for coletivo, entra no agrupamento de contratos? Qual foi o reajuste dos últimos três anos?

Sobre o tempo

  1. Quais são as carências exatas deste contrato?
  2. Existe redução de carência? O que exatamente ela reduz?
  3. Para quem vem de outro plano, cabe portabilidade? Quais documentos?

Sobre o uso

  1. Estes cinco prestadores estão na rede deste plano exato?
  2. Como funciona a autorização de exame de alta complexidade?

Resposta vaga em várias dessas perguntas já é uma informação para a sua decisão.

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O que conferir antes de fechar um plano de saúde Unimed

Primeiro, descubra qual cooperativa atende a sua cidade e consulte o IDSS dela no site da ANS. Segundo, monte a lista dos cinco prestadores e procure cada um na rede do plano exato da proposta. Terceiro, peça a tabela completa das dez faixas etárias e olhe a linha de 59 anos ou mais, não só a sua.

Se depois disso o plano de saúde Unimed continuar fazendo sentido, você assina sabendo o que comprou. Em decisões que envolvem doença já existente, cancelamento ou troca de plano, confirme as regras com a cooperativa e, se precisar, no Disque ANS (0800 701 9656).

Perguntas frequentes

Quanto custa um plano de saúde Unimed?

O preço depende da cooperativa, da faixa etária, do tipo de contrato, da abrangência, da acomodação e da coparticipação. Cada cooperativa tem a própria tabela, então não existe um valor nacional. Peça a tabela das dez faixas etárias: pela regra da ANS, a última pode custar até seis vezes a primeira.

Posso usar o plano Unimed em outro estado?

Depende da abrangência do contrato, que pode ser municipal, de um grupo de municípios, estadual, de um grupo de estados ou nacional. Consulta e exame marcados fora da área exigem abrangência que inclua o lugar. Para urgência fora da área, confira o contrato e o site da cooperativa que vendeu o plano.

Quanto tempo leva para poder usar o plano?

A Lei 9.656/1998 fixa carências máximas de 24 horas para urgência e emergência, 300 dias para parto a termo e 180 dias para os demais casos. A cooperativa pode exigir prazos menores. Doença ou lesão já existente e declarada pode ter Cobertura Parcial Temporária de até 24 meses.

Por que meu plano aumentou mais que os 5,11% da ANS?

O teto de 5,11% vale para planos individuais e familiares contratados a partir de 1999 ou adaptados à lei, com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027. Planos coletivos, empresariais ou por adesão, não têm teto da ANS. A mudança de faixa etária é outro aumento, previsto no contrato.

Consigo trocar de plano sem cumprir carência de novo?

A portabilidade de carências permite isso, nas regras da Resolução Normativa nº 438/2018. É preciso estar em dia, com contrato ativo e prazo mínimo no plano atual, em geral 2 anos na primeira troca. A compatibilidade do plano novo é conferida no Buscador de planos da ANS.

A Unimed cobre tratamento para autismo?

A ANS informa que consultas e sessões com psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta têm cobertura obrigatória em número ilimitado quando indicadas pelo profissional assistente (Parecer Técnico nº 39/2024). A regra vale para planos regulamentados, inclusive os das cooperativas Unimed, conforme a segmentação contratada.

Cartão de desconto é a mesma coisa que plano de saúde?

Cartão de desconto não é plano de saúde, segundo a cartilha da ANS de maio de 2025. Quem usa esse serviço não tem a proteção da agência, e operadoras de plano não podem oferecer esse tipo de cartão. Na dúvida, consulte o registro no site da ANS ou ligue no Disque ANS, 0800 701 9656.

O que fazer se a operadora negar um procedimento?

Peça o motivo por escrito e anote o protocolo. Se a cooperativa não resolver, registre a reclamação na ANS, que vira uma Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). Para pedidos de cobertura, a operadora tem até 5 dias úteis para responder ao beneficiário.